Viagens

#53 – Fim de Semana Musical e Gastronômico com Mareli

Já deu pra ter uma idéia do que se trata o post de hoje, né?

Bom, a cantoria da vez foi com o trio Mareli (cujo nome oficial não é esse…na verdade não temos nome ainda). Maringá sempre nos recebe muito bem, mas quando eu descobri que nós ficaríamos hospedados na casa do tio Nei e da tia Selma, pais da Marcelle, eu fiquei bem feliz por alguns motivos:

1. Eles são ótimos.
2. Eles são bem humorados.
3. Eles cozinham MUITO!

É muito sério. Eles tratam seus convidados muito bem. Já começou pelo almoço de sexta:

Frango ao molho de mostarda, arroz, feijão preto, salada e farofa de MANTEIGA DE GARRAFA. Pelamor.

O programa de sexta à noite foi na Igreja do Horto, onde o pastor nos apresentou como Mareli. Foi engraçado. O programa foi muito bacana, e no final, veio uma senhora super simpática falar comigo: “Deixa eu dar um abraço no amigo do meu filho!” E eu, muito educado: “Me desculpe, quem é o seu filho?” Acabou que ela é mãe do meu amigo Eduardo, que foi meu colega de quarto na faculdade. Mundo pequeno. Nunca mais tinha a visto.

Cantamos nos dois cultos na IASD Central de Maringá no sábado de manhã. Este post vai ser meio derrotado de fotos do trio (não há uma foto sequer), porque não coloquei a câmera na mão de ninguém nos momentos em que estávamos cantando. Aqui vai uma da Regina cantando “Ainda Sou o Mesmo”.

Como não tem foto, seguem dois vídeos:

Cantando “A Ovelha Errante”

Cantando “Transbordando em Amor” (na verdade, começa lá pelo minuto 38, a não ser que você queira ouvir o sermão, que foi muito bom)

Após o culto, voltamos pra casa pra almoçar.

Bonito, né? O programa da tarde foi na IASD Vila Operária e foi muito legal. O mais legal é quando as pessoas cantam junto. O povo daquela igreja foi muito querido com a gente, e nos aguentaram até o fim! Ha!

A noite é uma criança na casa dos Ferrari, e depois de fazer um cheesecake com a tia Selma e comer não sei quantos pães de alho, ficamos jogando buraco e pontinho até altas horas da madrugada, com direito a muita Tubaína.

No domingo visitamos o sítio de uns amigos do tio Nei e da tia Selma. A vida é dura.

Teve muita comida…mas o dever nos chamou e à noite cantamos na IASD Central de Marialva. Clima maravilhoso. Congregação muito querida. Programa abençoado. E depois do programa, nos levaram pra comer pastel em um pé sujo. Mandei dois. Com um molho meio rosa de alho e beterraba. MUITO bom!

Pra finalizar, já que não tem nenhuma foto do trio cantando, segue uma que a gente fez em uma sessão relâmpago com o Leandro.

No mais é isso. Se você chegou até o final deste post, considere-se vitorioso.

Boa semana!

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#48 – Paris

Depois de Praga, fomos a Paris. Aproveitamos a conexão e esticamos a nossa estadia na Europa por mais uns dias. O voo de Praga para Paris atrasou uma hora e meia. Eu já estava ficando um pouco tenso, porque nossa amiga Emilie, que nos hospedou em sua casa, não tinha como saber do atraso. Graças a Deus, quando chegamos em Paris, consegui 15 minutos de Internet de graça, já que minha operadora não estava acionada para usar o celular fora do Brasil. No fim, não rolou desencontro. Lineu e Lanny, meus companheiros de viagem, pegaram um trem e foram passar a tarde em Bruxelas e eu fui pra casa da Emilie. Depois de um almoço com MUITO queijo (exagerei mesmo, sem medo de ser feliz!), pegamos o metrô e fomos pra Paris.

É uma cidade realmente muito bonita. Uma beleza diferente da de Praga, mas bonita mesmo assim. A sensação que dá é que ela brilha. Na sexta, a gente fez mais um reconhecimento de território do que qualquer outra coisa, já que teríamos que andar tudo de novo com o casal Soares nos dias seguintes, mas passamos pela Opera Garnier, Praça da Concórdia, Hotel dos Inválidos, Champs Elysees, Arco do Triunfo, fechando o dia na Torre Eiffel.

É de tirar o fôlego, de verdade. Ainda mais no entardecer, que foi quando a gente chegou na torre. Essa foto foi tirada no Trocadero. Enfim, o sol se pôs, pegamos o metrô, fomos buscar Lineu e Lanny na estação de trem e fomos pra casa.

No sábado, a Emilie agitou de eu cantar na Igreja Central de Paris. Cantei em português. Que igreja animada! Muita música, com músicos AO VIVO (algo que nós tupiniquins deveríamos implementar nas nossas igrejas), mas tudo em francês. Entendi pouquíssima coisa, mas valeu. Aqui vai uma foto com o Lineu e a Emilie após o culto.

Depois disso, a mãe da Emilie nos levou de carro até a catedral de Notre Dame, por volta das 14h, e lá nós começamos nossas andanças do dia. Andamos umas três horas, e lá pelas 17h, paramos pra almoçar. Churrasquinho grego. Sem mais.

Enfim, continuamos nossas andanças até as 22h30! Oito horas andando! Demais pra minha cabeça. Tudo bem que é Paris, mas tudo tem um limite, não é verdade?

No dia seguinte, fomos ao Palácio de Versailles. Fez um dia lindo, o que fez com que TODOS os turistas do mundo fossem pra lá também. Era muita gente.

Mas o tour foi legal. O palácio é muito bonito, e deu pra aproveitar. Demos uma passadinha num outlet na volta a Paris, e lá fomos conhecer a basílica de Sacre Coeur.

Bonita, né? Ela fica em um ponto bem alto da cidade, então a vista lá de cima é linda!

Anoiteceu e voltamos pra Torre pra vê-la à noite. Ela pisca de hora em hora. Linda igual!

A foto não está tão boa, mas dá pra ter uma idéia. No dia seguinte, fomos ao Louvre. A mãe da Emilie faz freelancer como guia do Louvre, então foi bom, porque fomos nos principais pontos do museu, que é imenso. Pra mim, que não sou tão ligado em arte, foi o suficiente. Dentre as muitas obras que vimos, lá está a Mona Lisa.

Ela é pequena e dá um pouco de medo. Aquele meio sorriso, e os olhos que te acompanham em todos os cantos da sala…sei não. Enfim, vimos o Louvre Medieval, a opulenta casa de Napoleão e fomos embora, pois queríamos subir a Torre Eiffel. As quatro horas de fila foram um teste de paciência, pois já estávamos exaustos, fragmentados, estrupiados, arrebentados. Mas aguentamos firme, e valeu a pena. A vista lá de cima é indescritível.

Bom, deu pra aproveitar bastante esses dias que passei fora. Confesso que os dias em Paris foram muito cansativos, e já estava pronto pra voltar pra casa, mas valeu.

Obrigado Lineu e Lanny, por serem ótimos companheiros de viagem. Obrigado Emilie e família pela ótima hospedagem. Um agradecimento especial à Emilie, por nos arrancar o couro na sexta e nos sábado, e à Lenia, mãe dela, por se compadecer de nós no domingo e na segunda. Foi ótimo!

Pra quem quiser ver mais fotos, é só entrar na minha página no Facebook!

#46 – Praga

Nota: Escrevi este post ontem à noite, mas por dificuldades Internetísticas, só consegui postá-lo agora.

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Eu estou para escrever este post há alguns dias, mas devido ao cansaço / preguiça / sono, não o fiz até agora. Inclusive, ele seria uma série de várias partes, tudo como um incentivo para manter o interesse dos meus oito (chutei alto!?!) leitores. Infelizmente, não aconteceu. Meu blog está deveras abandonado, mas um dos motivos disto é o fato de que minha vida realmente não é muito interessante. Eu acordo todos os dias às 6:10 (40), trabalho até às 18:00, volto pra casa, como, durmo e acordo no dia seguinte. Então, realmente, não tem o que postar. Mas esta semana está sendo uma semana atípica e espectacular. Por quê? Porque estou em Praga.

Eu nunca tinha prestado tanta atenção em Praga. Há uns 12 anos, quando ainda morava nos Estados Unidos, fiz uma viagem missionária com um grupo de alunos da minha escola para a Romênia. Depois de uma semana lá, fui com metade do grupo para a Eslováquia, que fazia parte da hoje finada Tchecoslováquia. Hoje, são dois países: Eslováquia e República Tcheca. Enfim, conheci Bratislava, a capital da Eslováquia, e uma cidadezinha charmosa no interior chamada Banska Bystrika. Quando voltei de viagem, me perguntaram se eu tinha ido a Praga, e eu, desavisado, perguntava: “Praga? Que raio de cidade chama-se Praga?” Na verdade, não era exatamente assim que eu falava, mas eu não tinha noção da existência desta cidade.

Adiantando até 2008, a minha prima Laura Morena veio para cá gravar orquestra para seu disco Manhã, e voltou toda faceira, contando das maravilhas de Praga, do Teatro Rudolfinum onde se deu a gravação, dos músicos, da história da cidade, da arte (e quanta arte!), e tudo mais. As fotos que ela fez em sua Cyber-Shot realmente eram encantadoras. Eu estava começando a pensar seriamente no meu disco solo, e não havia pensado muito em aonde eu gravaria certas coisas, e ao longo dos últimos anos o projeto do meu disco foi tomando corpo e resolvemos (eu e o Lineu, produtor do meu disco), que iríamos a Indianápolis, onde ele já grava há muitos e muitos anos. Estava tudo certo. Passagens compradas, hotel reservado, estúdio agendado.

Aí, numa quinta-feira, descobriu-se que meu tio Williams estava com planos de fazer uma viagem a Praga com alguns projetos para gravar. Depois de muitos emails, telefonemas e conversas, conseguimos inserir o meu projeto neste bolo. Deus foi tão bom que não precisamos desperdiçar as passagens para Indianápolis. Simplesmente as trocamos por passagens em companhias parceiras da companhia pela qual voaríamos, e a passagem ainda estava mais barata. Até a Lanny, esposa do Lineu conseguiu comprar uma passagem neste mesmo preço baixo para nos acompanhar (afinal de contas, não é todo dia que você vai a Praga, não é verdade?). Enfim, corremos atrás dos arranjadores, deixamos tudo acertado, e embarcamos para cá no domingo à noite. Até encontramos com a Laura no aeroporto, que também está na Europa, mas de férias. Eu não estou de férias. Semana que vem estarei de volta à Agência Zoom.

Pegamos o voo às 19:15 em Guarulhos. Como não há voos diretos a Praga do Brasil, fizemos uma conexão em Amsterdã. Devo dizer que o aeroporto parece um shopping, mas eu não sou doido de comprar nada em Euro. A maré não está pra peixe, pessoal. Enfim, após duas horas de espera, embarcamos rumo a Praga, com direito a motorista nos esperando com uma plaquinha com meu nome. Que moral hein? #not.

Chegamos em nossa pensão, que fica ali no coração da Cidade Antiga, deixamos nossas malas e fomos reconhecer território. Andamos bastante, tomei sorvete de iogurte (fato importante porque sorvete de iogurte desse jeito só havia tomado na Eslováquia em 99, e devo dizer que se me desse um balde de sorvete de iogurte, seria capaz de devorar o balde em uma sentada…e o sorvete também!), e no fim da noite, fomos a um mercadinho comprar alguns mantimentos. Quando fui pagar pelas minhas compras, o atendente no caixa começou a falar em tcheco, língua essa da qual não sei nadica de nada. A princípio, achei que ele estava tirando uma com a minha cara, porque ele não parava de falar, mas depois deu pra perceber que ele estava falando comigo como se eu entendesse tudo que saia de sua boca. Aí confesso que eu fiz uma das coisas que eu odeio que façam, que é falar inglês bem devagar e gesticular exageradamente para ver se ele me entendia. No fim das contas, paguei minha conta e fui embora com meu português e inglês, e ele ficou lá com seu tcheco e meu dinheiro.

Ontem acordei meio indisposto, com dor no corpo e na garganta, mas não era uma mazela destas que me impediria de passear. Andamos um bocado, passamos em uma farmácia, onde, com muito custo, tentamos explicar os meus sintomas. Graças a Deus, uma das atendestes falava um pouquinho de inglês e me deu uma Aspirina e um remédio chamado Coldrex. Nunca senti tanta saudade do meu Resfenol. Enfim, a Aspirina era efervescente e horrível. O Coldrex foi tiro e queda. Cinco minutos depois já estava disposto, animado, e cantarolando pelas ruas como sempre faço. É sério, eu canto sozinho na rua. Só não canto no ônibus ou no avião porque estou parado ali por mais tempo, mas na rua, eu passo pela pessoa e nunca mais a vejo, ainda mais aqui.

Iniciamos nosso passeio na Cidade Nova. Fomos ao museu de Dvorak, o mais famoso compositor tcheco. Eu não aproveitei muito essa parte porque ainda estava indisposto então via um pouco das coisas lá e sentava. Pauso aqui para dizer que o povo desse país sabe ganhar dinheiro. Além de pagar 50 coroas tchecas para entrar no museu, se eu quisesse tirar foto, teria de pagar mais 30 coroas! Tudo bem que cada 10 coroas tchecas equivalem a 1 real, mas mesmo assim. Na noite anterior, no mercadinho, eles cobram 1 coroa por cada saco plástico que você usa. É mole? Enfim, eu sei que foi desonesto, mas eu clandestinamente tirei umas fotos do museu.

Depois do museu de Dvorak, passamos no museu nacional. Não entramos porque custava 150 coroas. Recessão, meus amigos. Como eu disse, a maré não está pra peixe. Passamos também pela ópera nacional, e a Lanny estava louca pra ver um balé na mesma noite, mas não rolou. Lineu e eu não estávamos muito a fim. Nada contra o balé, maaaasss…fora que nos lugares em conta, não ia dar pra ver nada. Fica pra próxima (ou não).

Depois de um nutritivo almoço do McDonald’s, voltamos à pé para a Cidade Antiga, e conhecemos o castelo de Praga. É realmente uma estrutura monstruosa e belíssima, e você precisa de 138 dias pra conhecer tudo. No entanto, nosso tempo e orçamento nos permitiu uma visita express de 3 horas, mas deu pra pegar o espírito da coisa. No nosso trajeto ao castelo, tivemos que subir alguns degraus sob o sol quente. Quem me conhece sabe que eu e o tal do exercício físico não somos grandes amigos, e em uma tentativa de manter o bom humor sob condições tão asquerosas, eu comecei a falar para mim mesmo: “Vaaaaaiii, gordinho! Vai subir a escada pra ver o castelo! Vaaaiii, gordinho!” Qual não foi minha surpresa quando um brasileiro, que, no caso, era gordinho, nos abordou com aquele discurso de brasileiro que encontra brasileiro nos estrangeiro: “Pô, tá quente né?” bla bla bla. Ele é de São Luiz, MA, e encerrou uma temporada de estudos em Londres e estava descendo as escadas enquanto nós as subíamos. Sorte a dele. Enfim, ele se despediu, e a Lanny, discreta, chegou perto e me perguntou: “Você estava falando dele ou de você?” HAHAHAHAHAHAHA! Eu: “Claro que era de mim, né, Lanny?”

Descobrimos que a vista da torre da Catedral de São Vino, que fica dentro do castelo, é maravilhosa, então inventamos de subir lá pra ver. Claro que não era de graça. Vamos lá desembolsar 150 coras para subir a torre. Não tinha elevador. No lugar do elevador, havia 287 deliciosos degraus. Sem brincadeira, quando cheguei ao topo desta escadaria do inferno, eu estava tonto, minhas panturrilhas latejavam loucamente, e eu não queria mais brincar. Queria morar na torre, que nem o Corcunda de Notre Dame. Eu estava realmente passado. Passados a tontura e o cansaço (mais ou menos), e diminuídos os batimentos cardíacos (juro que chegaram a mil por minuto! ha!), fomos ver a vista. Maravilhosa. As fotos não se comparam com o visual. Eu vislumbrei as portas da morte, mas valeu a pena.

Descemos os 287 degraus, fizemos mais alguns passeios pelo castelo, e voltamos pra pensão. Quando chegamos lá, encontramos nossos amigos Suzanne Hirle, Ronnye Dias, Clayton Nunes, Henoch Thomas, e os tios Williams e Sonete. Foi ótimo! Jantamos juntos, depois passeamos um pouco pelo centro, onde o tio Willy nos contou um pouco da história da cidade, e voltamos para a pensão.

O dia hoje foi intenso, mas por outro motivo. Hoje foi o primeiro dia de gravações do meu e dos demais projectos que trouxe tantos músicos ao mesmo local. Hoje foi a sessão de cordas. 40 delas. Todas lindas. Gravamos no Teatro Rudolfinum. Do meu disco foram três músicas. Deus é grande. Não paro de pensar nisso esta semana. Como Ele escolhe nos abençoar, mesmo sem merecer. É impressionante. É muito além do que eu posso compreender. A minha oração esta semana tem sido de gratidão. Só Deus mesmo pra me ver além do que eu sou de onde estou. E mesmo assim, Ele escolhe me usar. Muitas vezes, sem eu fazer por onde. Mas Ele é misericordioso, e Sua graça é infinita. E eu sou grato. E estou feliz.

De Santos para o mundo…hehehehe. Amanhã tem mais.

#40 – Paulista Oeste

Antes de começar este post, gostaria de dizer que fiquei mui emocionado quando minha única leitora me cobrou no Twitter que não posto aqui há algum tempo. Ha! Mentira, ela não é minha única leitora. Tenho uns dois ou três leitores perdidos por aí que eu sei.

Enfim, vou contar um pouco sobre o meu final de semana. O Novo Tom, grupo do qual participo há algum tempo, foi convidado a participar do EROI (Encontro Regional de Oficiais da Igreja) na Associação Paulista Oeste da Igreja Adventista. Meu grande amigo Staut é diretor de comunicação para aquela região, e foi ele quem fez o contato e viabilizou nossa ida pra lá. Confesso que quando eu vi o itinerário do final de semana pela primeira vez, eu quase surtei. Quatro cidades em dois dias não é brincadeira e fazia tempo que não fazíamos uma maratona dessas. Mas, vamos lá. O Staut é brother.

O final de semana foi ótimo. Chegamos em Rio Preto na sexta no final da tarde, e depois de passar som no ginásio da escola onde cantaríamos no sábado, recebemos a visita do casal Simei e Maísa, e aqui eu faço a minha primeira pausa pra dizer o seguinte: as redes sociais tem poder! Quem me segue no Twitter ou no Facebook sabe que eu posto bastante sobre comida. Semana passada, entrando no clima da Páscoa, mandei o seguinte tuíte:

Eu queria MUITO ganhar um ovo de páscoa.

Os meu tuítes vão direto pra minha página no Facebook, e algumas pessoas ali comentaram. Qual não foi a minha surpresa quando a Barbara, filha de Maísa e Simei chegou com isso:

A Maísa viu um comentário da minha mãe no Facebook sugerindo Ouro Branco, e esperta que só ela, ela apareceu com esse presente.

O único problema foi que nem havia aberto o ovo, e ele já tava quebrado de tanto que o Lineu ficou cutucando. Mas estava uma delícia. Ainda há resquícios dele em casa.

No dia seguinte, cantamos em São José do Rio Preto pela manhã, comemos um almoço leve e saudável repleto de empada, kibe, e salgadão de quatro queijos, pegamos a estrada rumo a Ribeirão Preto. O Alceu (não Valença), nosso motorista, tem um pezinho de chumbo e graças a Deus a viagem não demorou. Cantamos em Ribeirão no sábado à tarde e em Presidente Prudente no domingo de manhã. Como o evento em Prudente se estendeu um pouco além do que imaginávamos e tínhamos uns 300km para percorrer até chegar em Marília, o Staut foi totalmente excelente e nos trouxe lanches do Subway:

Apesar de ter que catar todas as azeitonas e pepinos do lanche, mandei dois de 15cm com louvor. A fome era grande. Cantamos em Marília e tivemos o privilégio de ouvir a pregação do pastor Roberto Motta. Segundo a Regina, ele é louco no melhor sentido da palavra. Muito bom mesmo. Fechou o final de semana com chave de ouro.

O lugar em Marília era bonito, aí aproveitamos para fazer uma foto.

Quem vê pensa que a gente nem tava acabado do final de semana.

Enfim, depois de uma breve parada no Graal (onde o seu dinheiro vai mal), o seu Alceu e seu pé de chumbo nos conduziram de volta ao UNASP. Minha jornada, no entanto, só acabou na segunda. Tive que dormir no UNASP porque não tinha como voltar pra Artur Nogueira. Fui de mala e cuia pro trabalho e só cheguei em casa ontem à noite. Foi mágico.

E pra fechar este post, só mais uma observação sobre o final de semana:

Vem comigo!

#24 – Da Estrada, Parte Dois – O Gigante Veio ao Chão

Essa história já é conhecida pelos meus amigos, e quando saio pra cantar e as pessoas pedem pra eu contar alguma história engraçada, é sempre essa que eu conto.

O ocorrido se deu em 2006. O Novo Tom e o Coral UNASP haviam feito uma turnê pelo Nordeste, e ficamos mais de 20 dias longe de casa. A turnê foi muito legal, fizemos 15 apresentações ótimas, e fechamos a turnê em Maceió. Sairíamos de Maceió na quarta-feira de manhã após o último show, durmiríamos em hotel perto de Itabuna, BA, e depois seguiríamos viagem direto até o UNASP. Tudo ocorreu de acordo com o combinado. No meio da viagem na quarta, paramos em restaurante de beira de estrada para almoçar. Eu comi macarrão com frango. Erro número 1. Seguimos viagem, crentes que chegaríamos no hotel em Itabuna por volta das 22h, mas nada de hotel e nada de Itabuna. Como o Lineu não queria perder tempo jantando, paramos em um posto, ele desceu e comprou todos os salgadinhos e refrigerantes existentes. Erro número 2. Quem me conhece sabe que eu gosto de comer uma besteira, mas os salgadinhos são uma exceção. Imagine você aquele ônibus, que se tornou nosso lar por 20 e poucos dias. O “cheiro de humanidade” já não bastava. Era necessário o acréscimo do cheiro de Cheetos. Mas tudo bem. Finalmente, às 3:45 da manhã, encostamos o ônibus e o caminhão no Hotel Flecha, onde dormimos umas poucas horas.

Acordei com uma leve indisposição. Ao longo do dia, bebia água, refrigerante, suco, pra ver se passava, e nada. Comi pouca coisa durante o dia pra não piorar o mal estar, e passei boa parte da viagem reclinado na minha poltrona, assistindo a um seriado no computador. Erro número 3. Não consigo ler ou assistir nada em veículos em movimento. Fico muito enjoado. Enfim, estava anoitecendo, e fizemos uma parada para abastecer. Sentei direito na minha poltrona e minha pressão baixou. Um dos coristas olhou pra mim e disse, “Cara, como você tá branco!” Eu, às portas da morte, lhe dei uma cédula de R$5 e pedi que comprasse um Gatorade pra mim, pois não teria condições de descer do ônibus. Lá foi ele, todo prestativo, comprar o Gatorade pra mim. Passaram-se alguns minutos e eu pensei comigo mesmo, “Vou descer e tomar um ar, pra ver se melhoro.” Erro número 4. Era um ônibus double decker, então a escada fica no meio do ônibus ao invés de ficar na frente, e ela é dá umas voltas. Lá fui eu, me equilibrando pra não cair. Quando eu enfim consegui sair do ônibus, me encostei no mesmo, de olhos fechados, mais às portas da morte do que antes. O Lineu e o Staut olharam pra mim e perguntaram: “Cara, você tá bem?” Abri meus olhos e lhes respondi: “Não.” Nisso chegou o Wylli, o prestativo corista que me comprou o Gatorade. Eu peguei a garrafa, e estava tão fraco que mal conseguia abrir o lacre. O Wylli tomou a garrafa das minhas mãos e abriu o lacre e desenroscou a tampinha, para que eu pudesse apenas levantá-la e beber aquele líquido horrendo.

Foi o que eu fiz.

A última coisa da qual eu me lembro foi levantar a tampinha.

Foi assim: levantei a tampinha, e ela foi ao chão. O Lineu e o Staut olharam para a tampinha e em seguida para mim. Fui beber o Gatorade, e a garrafa foi ao chão. O Staut se agachou para pegar a garrafa e o gigante foi ao chão. Agora pense comigo. Eu tenho mais de 1,90m. Pesava um pouco menos do que peso hoje, mas mesmo assim. Cair em cima de um amigo não é brincadeira, e dizem que quando você está desmaiado, você fica mais pesado ainda. Diz a história que depois de muito esforço e muitas mãos, conseguiram me arrastar para a entrada do ônibus. Parecia coisa de filme. Fui abrindo os olhos, e estava tudo embaçado. Vi o rosto da Thaís, esposa do Staut, de cabeça pra baixo. Do nada, ouço a voz da Lanny clamando: “Voltou! Voltou! Voltou!” Aos poucos, tudo foi ficando mais claro, e olhei pro alto. O Ismael, motorista do nosso caminhão, segurava minhas pernas pra cima. O corredor de entrada do ônibus era muito pequeno, e minhas pernas precisavam estar esticadas para que o sangue pudesse circular normalmente. Atrás do Ismael, muitos coristas olhando pra mim, batendo palmas, aliviado por eu estar vivo. Em seguida, lá vem o pobre do Staut, correndo com um pouco de sal em cima de um guardanapo pra pôr debaixo da minha língua. Um verdadeiro furdunço.

Depois de um tempo, consegui me levantar, me dirigi à minha poltrona e dormi. No dia seguinte, já estava mais disposto. Dois dias depois, foi como se nada tivesse acontecido.

Mais uma história pra contar.

#17 – Da Estrada, Parte Um – Puma Air

Não sei se isso vai virar uma série, mas vira e mexe, acontecem coisas na estrada que valem a pena relembrar, então lá vai o primeiro relato.

Mês passado, o Novo Tom fez uma viagem ao norte do Brasil. Cantaríamos em duas cidades durante aquele final de semana: Belém e Macapá. O Novo Tom já havia cantado em Belém há cerca de oito anos, e nunca havíamos cantado em Macapá. Estávamos animados pra conhecer uma nova cidade, mas não tão animados com os horários de voo marcados. Pra você ter uma idéia, foram 15 horas de sono em 4 dias. Delícia. Fizemos o concerto em Belém no sábado à noite, e assim que acabou fomos correndo (não correndo, mas rapidamente dentro de uma van) para o local onde estávamos hospedados, pra conseguir dormir umas míseras 3 horas, pois nosso voo de Belém para Macapá partiria às 5:25 da manhã. Logo, teríamos de estar no aeroporto às 4:25 da manhã, porque até despachar os 16 volumes distribuidos entre as 11 pessoas no comboio Novo Tom demoraria um pouco. Fizemos o check-in, pesamos e despachamos as malas (total de 191 kg), e tomamos nosso rumo ao embarque. O voo partiu no horário certo, e foi aí que o drama começou.

Ao decolar, ouviu-se um barulho estranho no motor, que não parou de soar. Minutos depois, a Riane, que estava sentada atrás de mim, falou que viu uma faísca saindo da turbina direita do avião. A Riane, intensa como ela é, já começou a se desesperar. Enquanto a Riane se desesperava, eu comecei a estranhar o fato de que não estávamos na altitude “padrão”. O avião voava bastante baixo, e isso me preocupou um pouco. Alguns minutos depois, o comandante se pronunciou, dizendo que por causa de problemas técnicos, teríamos de retornar ao aeroporto de Belém, mas que não nos deveríamos nos preocupar, pois não era nada grave.

Nada grave. Sei.

Enquanto o avião tomava seu rumo de volta ao aeroporto, o comandante ainda me soltou mais uma instrução importantíssima: Não pulem. Não sei o que ele quis dizer com isso, mas eu permaneci em minha poltrona, com meu cinto de segurança devidamente afivelado.

Chegamos no aeroporto de Belém, e nos informaram que o motivo da volta foi o fato de uma ave ter entrado na turbina momentos antes da decolagem. Enfim, conseguiram nos encaixar em um voo da Gol que saiu ao meio dia e conseguimos chegar em Macapá para o nosso concerto lá.

É claro que documentei o ocorrido, que você pode conferir abaixo:

Só sei que depois dessa traumática experiencia, Puma Air, nunca mais!

#11 – A Volta

Estou de volta ao Brasil. Cheguei segunda à noite. Foi uma viagem longa, de mais de 27 horas. Quem me acompanha no Twitter pôde acompanhar um pouco da saga. Antes de começar esse relato, eu quero dizer que às vezes, o barato acaba saindo claro. É clichê, mas não deixa de ser verdade. Eu, todo esperto, achei que economizaria horres pegando um voo São Paulo – Miami – São Paulo com alguns voos internos dentro dos Estados Unidos. Tudo certo, aproveitei horrores em Atlanta e na região de Washington, mas me arrependi amargamente de ter ido pra Miami na hora de voltar pra casa. Tive que pegar um voo de Washington pra Miami, onde esperei por volta de 3 horas até sair o voo rumo ao Brasil. Como a passagem foi barata, é claro que teve conexão no Rio de Janeiro. Esperei mais 4 horas no Galeão (aeroporto que não suporto) para embarcar rumo à São Paulo. O voo foi tranquilo, com duas excessões: 1) das oito horas de viagem, consegui dormir apenas duas; 2) sou levado a crer que o passageiro ao meu lado estava com um leve problema de gases.Após pegar as bagagens, quando você se dirige à saída no aeroporto, você normalmente é bombardeado de motoristas querendo te levar para diferentes lugares. Comigo não foi diferente. Um ser de estatura baixa me abordou querendo saber meu destino. “Preciso ir ao Terminal Rodoviário Tietê,” respondi. Ele me informou que o ônibus rumo ao terminal me custaria R$31,50, mas se eu fosse em sua van, ele me daria um desconto de R$1,50, e pediu que o esperasse enquanto ele arrecadava mais alguns passageiros. Nisso, Flavio e Natália, um casal paulistano retornando de Foz do Iguaçu, também foram abordados pelo mesmo motorista, que lhes informou que estava esperando o desembarque de um voo de modo que pudesse preencher sua van, e lhes pediu que o esperassem. O casal puxou conversa comigo, me ofereceram Toblerone, e nos tornamos grandes amigos naquele instante. Quando o pequeno motorista demorou pra chegar, resolvemos rachar um taxi e lá fomos nós rumo ao Terminal Rodoviário Tietê. Depois de lutar um pouco com minhas três malas e uma mochila (a sinestesia não é o meu forte), consegui chegar ao guichê da Viação Bonavita, onde comprei meu bilhete para a cidade de Artur Nogueira. Esperei mais uma hora na rodoviária, embarquei no ônibus, e caí em um profundo sono. Tamanho era meu sono que consegui acordar graças ao meu irmão batendo no vidro no ônibus do lado de fora ao chegar em Artur Nogueira. Não vi Paulínia, não vi Cosmópolis. Se não fosse meu irmão, teria acordado em Conchal.

Não consegui pensar em nenhuma conclusão decente pra esse post, então vou deixar estar. Té!